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Mostrando postagens de 2017

PARTIDA

Por César Costa Outro dia esqueci minhas poucas palavras na boca, meu melhor pedaço de mim permaneceu calado e meu silêncio observou a partida. Minha vontade ficou em mim, minha consciência fez triste minha estada e meu ego quis dizer que não, mas era mesmo minha a culpa do meu fracasso. Outro dia dei a volta por cima e acima de tudo não desisti nem absorvi a culpa pela farta derrota. Em verdade, passei por cima de meus erros e aprendi a brincar de não acertar. Aceitei perder e não ganhar tudo o que queria. A vencer por superar meus reais desafios. Outro dia passei em frente à porta certa, na hora errada e no dia exato. Cantei a canção da alegria e chorei a toada da saudade e animei minha alma com a festa do coração partido. Transformei minha dor em poesia e meus medos em batucada. Outro dia, noutra hora qualquer, num minuto presente, em um instante intemporal eu venci de vez minha timidez, e gritei para quem quiser ouvir: NUNCA MAIS NINGUÉM A QU...

GRACIOSAS LEMBRANÇAS

por Cesar Costa Sentei-me e olhei em minha volta Vislumbrei e viajei nas lembranças de um tempo distante Com o aroma que me faz flutuar de volta ao passado O doce sabor daquelas doze primaveras bailando em minha frente. Não há como não sorrir Ao ver em meio a tantas flores A mais bela que corre e se agita... ... traz de volta suaves e graciosas lembranças. Um estado de graça... Um modo novo de sentir alegria... Vem você: GRACIOSA E BELA Em sua terna maneira de transmitir euforia: Penso em você Aquela sua maneira única de sorrir Uma formosa criança Leve e suave pluma a caminhar Anjo cujo sorriso ilumina a face... Poderia vislumbrar seus sonhos Acenar para seu futuro de glória Utopia de voltar a flutuar no passado Lacuna deixada de uma existência feliz Alindada pela perfeição de suas formas graciosas. Levantei-me agora, caminhei Olhei para trás e vi Sentado em meu lugar ficara O menino que um dia eu fôra. Encantando e observando a bela menina Contente po...

TEMPO DE ERRAR

por Cesar Costa Vinte anos se passaram E todos os dias continuam iguais O vento continua a bater meu rosto Ele sempre vem me acompanhando Joguei roleta russa com o destino Vivi meu carrossel holandês Tudo isto, nada disto, sempre isto Sempre igual, nada atual, tudo normal Brisa da manhã, abro os olhos Mais um dia, mais um jogo Continuo sendo mais uma peça No jogo da sua vida Tive muito tempo para pensar um pouco Tenho pouco tempo para viver muito Vivendo um dia a cada sete dias Em sete anos viverei um ano Tudo passa, você ainda não passou Todos amam, você ainda não amou Eu já passei, vivi e amei Errei, caí e levantei Hoje estou de pé Não tente me derrubar Não acredite em tudo que te dizem Agora está chegando seu tempo de errar

CIO DE ESTUDANTES

por Cesar Costa Olhares diversos cruzavam belos horizontes Sempre acompanhados por espaços vazios Visto que fazia muito frio lá fora Meu medo me mantinha entre o desespero e o cio Todos vestiam branco nas mais diversas ocasiões Traziam consigo sua fé nas suas religiões Cruzavam ruas desertas, subiam montes Se mantinham em salas repletas, se diziam estudantes Sabiam manter os olhos semiabertos Mesmo quando no fundo estavam fechados Sentiam o prazer do resultado esperado Eram os senhores com o futuro planejado Enfrentavam ondas do momento Se debatiam entre a timidez e o atrevimento Histórias reais, acontecimentos aos montes Vistos e notas banais, jeitos de estudantes Queriam a liberdade e sabiam o endereço Gozavam da ansiedade e pagavam seu preço Com as surpresas surgiam bons e maus momentos Alcançar o triunfo, eram seus pensamentos Viviam e nem sempre deixavam viver Lutavam até quando não conseguiam vencer Escravos das notas,...

ECLIPSE LUNAR

por Cesar Costa Sem você... Sou apenas um numa multidão! Sem você: Sou uma lâmpada que não mais ilumina, Pois não precisa da minha luz; Sou uma lua que não mais enfeita a noite, Pois não precisa olhar para mim; Sou um sol que não mais esquenta, Pois não precisa do meu calor; Sou uma semente que não mais será uma vida, Pois não quer me regar de amor; Sou uma planta que não mais dará frutos, Pois não quer me adubar de carinho; Sou uma árvore que não mais fará sombra, Pois não quer minha proteção. Sem você: Talvez eu seja uma lâmpada que sonhava ser sua lua; Talvez eu seja uma lua que sonhava ser seu sol; Talvez eu seja um sol que sonhava ser seu universo; Talvez eu seja uma semente que queria ser sua planta; Talvez eu seja uma planta que queria ser sua árvore; Talvez eu seja uma árvore que queria ser sua floresta. Com você... Seria toda uma multidão!

SOLUÇÃO MÃE

por Cesar Costa Falar do sentimento é fácil Demonstrar o sentimento é bom Definir o que sinto é difícil Provar o que sinto é ruim Mas ligue que contarei tudo Ou venha ouvir face a face Princesa no asfalto da minha vida Rainha no deserto do meu coração Tão certo quanto é certo errar Leve minha alma e depois traga de volta Maravilhosamente é linda, eu sei Céu com nuvens que vão de prata a mármore Tão sólidas quanto meus sonhos Se o calafrio que passamos foi pouco Ainda há um inverno por vir Nesta mesma estrada que nos seduz Um pensamento nos assusta Uma vontade nos liberta Nosso romance é um órfão Em busca de uma solução mãe Nosso destino é uma criança com medo Buscando aprender para poder vencer desafios Seremos tudo que um dia quisemos antes Seremos tudo que um dia quisermos depois E pensar que na nossa prisão Todas as portas sempre estiveram abertas...

DEZ MÃOS (HOMENS NA LUTA)

por Cesar Costa Traços marcados em rostos dispostos Mãos e gestos, palavras e gostos Tudo parecido, e como se parecem Em tão meiga e dura luta Cinco homens avançando na disputa Todos unidos pelo combate Lutando em prol do destino tão sonhado. Nos olhos do primeiro A experiência de ainda poder ser criança Busca a paz de estar na fase do “space invaders” Trazendo a força de quem está no início da luta. O segundo, volta suas mãos aos céus Tem em si o desejo de obter sabedoria e segurança Sua revolta o torna inocente e puro Luta para poder vencer. O homem do espelho vem depois Em sua luta por confiança Com seu azar que até o amedronta Mas acredita no triunfo ao superar.  O seguinte, morando mais distante Demora a aparecer na vista Também faz parte da luta e acredita nela Põe sua força na disputa O último com seus passos curtos Parece não acreditar em nada Pode esconder, no fundo, suas garras afiadas Enquanto cumpre seu dever, sem esconder seu cansa...

SÓ UMA CHANCE

por Cesar Costa Você não vê, Nada em mim mudou Sua falta, mal me faz Cada vez que olho Ainda está em mim Pode ser que seja só minha dor Me trazendo delírios Mas preciso te dizer agora Você é a mulher do meu coração A que mexe comigo Não me leve a mal Só peço que me dê a chance Sei tudo parece estranho Por tudo que a falta faz Só te peço que me dê a chance O destino nos separou uns dias E ficamos com a solidão Trazendo à tona os problemas E as noites com o frio Só uma chance para me conhecer Saber que não sou assim Não quero imaginar ficar sem você Você é a mulher do meu coração A que mexe comigo Não me leve a mal Só peço que me dê a chance Sei tudo parece estranho Por tudo que a falta faz Só te peço que me dê a chance Vejo a falta que você me faz Vejo que tudo doe demais Uma doença abate o meu coração Ficar sem você, me deixa no chão Quero ter você sussurrando meu nome Te preciso, te preci...

TUDO É RELATIVO E DEPENDE DE NÓS

por César Costa Tudo é relativo e depende de nós As coisas mudam conforme a realidade muda acertar se alterna com errar estar bem, também pode mudar há sabedoria em cativar grandes amizades,  é relativo encontrar alguém que valha a pena. Viver é relativo,  envelhecer, também tristeza, vem sem avisar,  depende de como interpretamos a realidade. Transformar momentos em inesquecíveis é relativo,  depende da nossa capacidade de amar. É relativo perceber: o despertar da vida depende de nós  aprendermos a liberar nosso coração  e deixar que ele construa nosso destino.  A felicidade é uma experiência ligada à sabedoria nossa vida muda quando mudamos por dentro e a melhor cura para o mal pensamento é abrirmos nossos olhos  para o que ainda há de bom mundo. Afinal tudo é relativo e depende de nós!

POETA MATEMÁTICO

por Cesar Costa Quero acordar exposto, sem palavras Desnudar a lama numa poesia solta Esvair meus conceitos e defeitos Reinventar minha matemática Dizer que 2 mais 2 é poesia Depois descobrir a soma dos meus risos Subtraindo da equação, o que triste me fazia Um poeta que calcula palavras e versos Um matemático que recita números complexos Eu um “ser nu” ou apenas um “ser ao vento”

SONETO DO FIO VERMELHO DO DESTINO NO AMOR (AKAI ITO)

por Cesar Costa Anos adolescentes, como orações Outrora sentimentos esquecidos Quantos dos anos, nesta são vividos Perdidos e guardados nos corações Entoam versos, antes só citações Renascem então, zelos já dormidos Costumeiros fascínios conhecidos Revividos, ressurgem as relações Tantos anos, vontade naufragar Quimera do destino, não saber No passado, resposta para amar Tomados são, corações pelo ser Consertando, caminho sem pesar Voam sonhos antigos, de viver

DECRETO DO FIM POR PALAVRAS MEIAS

por Cesar Costa Às vezes me perco nas palavras meias no meio,  deixando a dor amargar sua marca,  ficando todo cheio de receio Temores que cegam quem me cerca,  levando a cada frio calafrio,  despertado pelo sentimento que sinto muito Quem razão maior teria melhor,  quem entre outros cem estaria sem,  quem no peito domina a dor que mina Tomara que seja só ter sorte,  que possa um nó dar ao notar  e no final decretar o fim enfim

SONETO DO CORAÇÃO QUEBRADO

por Cesar Costa O coração quebrou, perdeu a bussola Segue sem direção, vaga perdido Rumo cego levou, sem dar a bola Atônita razão, rumo cedido Náufrago coração, refém da dor Sofre pelo destino seu, encontrado Foi temido, por teu dominador Eis chorando canção deste pecado Tomara busca tenha boa sorte O peito, a vislumbrar a dor ter fim Levando sina, rumo encontro morte Feliz tal qual um belo serafim Traz esperança, como seu consorte Firme convicção, qual forte marfim

SONETO DO SEGREDO MORTAL

por Cesar Costa A dor tem o aroma do sofrimento O qual invade narinas, mais forte Nos deixa embriagados, o tormento Sina que nos faz sofrer, por tal sorte Quem dera, qual criança, relevar Esquecer o sofrimento e tal dor Ser menos louco, sem menos amar Ser ávido e não ser mais sofredor Eis que este sentimento forte, impera Aos que fogem de sentir, por medo Sendo covardes de um amor, sem luta O destino que nos impõe, seu dedo Costumais criador de tal quimera Guardando no peito: o mortal segredo

AUDIENTE DE FILOTES*

por Cesar Costa Somos a soma de tudo, daquilo que falamos, do que fazemos e das expectativas que despertamos. Nossos problemas às vezes parecem tão importantes que nem percebemos os das pessoas em nossa volta. Devemos olhar os outros, cuidando para ofertar apenas aquilo que podemos oferecer de verdade e no final não decepcionar por mentiras nem por gerar maiores expectativas. Muitas vezes o simples gesto de ouvir é o bastante! Sejamos como um livro de palavras simples, bem fácil de entender, com linhas para receber comentários, observações e sugestões daqueles que se atrevem a ler. *Na mitologia grega, Filotes era um espírito que personificava a amizade, o carinho e a ternura.

SONETO DO AMOR FATAL

por Cesar Costa Sublime tanto amar e não morrer  Se sem querer o amor nos faz sofrer  Nos faz temer a razão do seu enfoque Pobres seres deste triste retoque Escravos os são todos os amantes Que pensam serem do amor dominantes Dominados foram antes desta hora Feridos, sem ciência da ferida  Tolos seres, com alma de poeta Descansem na trajetória mortal Sem noção do quanto o amor os afeta Seria tão normal, se não fatal  Mesmo sem noção do quanto ele grita Um amor do bem que nos faz tão mal

ANARQUIA NO AMOR

por Cesar Costa Caem por terra teus conceitos Sejam objetivos ou subjetivos, não aceito Independentes que ainda se dependem De gestos, processos e ações que se ressentem Nesta relação: nem formal, nem funcional Os caminhos nos trouxeram ao destino mal Feitas por ações frias que nos maltratam Feitas por ações delegadas que nos afastam Mas se antes um, agora formos mais  Traremos a público as dores surreais Corrompendo, um amor antes absoluto Adotando, novas partes sem nenhum bom fruto

GUERRAS QUE DURAM ERAS

por Cesar Costa Armas a postos,  sem rostos,  todos em guerras que duram eras.  A política de armar para matar  e deixar os dois lados morrer.  Tensão e corrupção sem razão,  real emoção,  comprar para não morrer,  vender para sobreviver Lente tensa,  tiros de todos os lados,  lados fortes,  lados ralos,  poder em porta-retratos Sem voz,  os fracos calam,  panelas calam,  o silêncio tem voz Justiça tendo lado e rosto,  seu gosto é desgosto Armas em guarda,  sem mágoas,  guerras pedem tréguas.  A política une os lados opostos e deixa ambos viver,

PHOENIX

por Cesar Costa Quanto medo há de sentir  na ânsia de se esconder  na escuridão e não se encontrar Quanto tempo há de perder  na esperança se descobrir  no reflexo e não sonhar Ainda que ouvisse a canção da liberdade,  não ouvirias a liberdade; Ainda que visse o desabrochar do vosso desejo,  não comerias teu fruto; Nem saberias da eterna troca  onde cada dia de vida  nada mais é que uma lição de verdade. Quanto barulho há de ouvir  no silêncio de se viver  na solidão e não fugir Quanta loucura há de existir  na experiência de se olhar  no espelho e não se ver Ainda que ela falasse a língua dos anjos e dos homens,  em nada iria valer, por não haver amor; Ainda que tivesse as asas dos pássaros,  em nada teria sentido, por não saber voar; Nem saberias dos motivos do criador da vida  onde o próprio sol  muito mais é que uma tocha para esquentar e iluminar. Em todo caso...

MIL PEDAÇOS DE LEMBRANÇAS

por Cesar Costa Tempo demais,  depois do que houve,  mas se feriu a você,  feriu também a mim.  Tudo que sei  é que não estamos bem,  mas não importa  o que dizemos do amor:  ELE DÓI! Um sonho que se desfaz  em mil pedaços de lembranças  que não mais colam  e não resultam em algo que pareça ter algum valor.  Amor ferido não se recupera de novo  se não for resultado de um novo amor:  SINCERO E MADURO! Tempo demais para tantas coisas  que jamais vai parecer  que o que já foi não volta mais,  e o mesmo, por mais saudade que traga,  já provou que não dá certo,  o que não pode ser reinventado,  não deveria ter sido inventado.

PEIXES NÃO MUDAM DE AQUÁRIO

por Cesar Costa palavras frias nascem no meio da noite,  vem das memorias,  vem do que somos,  vem de quem somos mas peixes não mudam de aquário,  sonhos não saciam desejos  e amores  não se satisfazem sem beijos sou quem sou,  mesmo com palavras frias,  mesmo com palavras quentes,  sou “EU” simplesmente

EU

Precisamos saber nos guiar Seguirmos os caminhos da razão Obtendo em um dia de fracasso, a vitória. Eu censurei nas noites de frio Teu calor intenso Recriminei nos momentos de barulho O teu silencio Chorei nas notas da solidão Tua presença. Aprendo agora com meu erro E digo, depois de tudo que passei: - Estava errado. Mas como em tudo O hoje é a solução Fico crendo num ideal maior Crendo na força do amor E, por fim... Simplesmente crendo em ti!

PENSAMENTOS KAMIKAZE

por Cesar Costa Frio vento da manhã Assanha de leve meus cabelos Coloca sobre o leite derramado Lágrimas que não vão limpar o meu tapete. Temos ódio e o coração foi derrotado Colocamos no peito o destino traçado Levamos na cabeça a memória da derrota Basta, com um olhar baixa o clima Veja mesmo a morte tem descendentes. Líquido da memória de um adolescente Com certeza não é semente que esperem gerar frutos Nem há de ficar marcado com o ferro do inferno Dando vazão a um poço sem caldas. Lotação completa, segue o carro em movimento Difícil é se manter seguro a ele Oposto de se obter benefícios  Não quero mais seguir este caminho. Jamais pedi a você que por amor Colocasse uma bala em minha cabeça Mas volto e lhe peço agora. Sujo o pára-brisa deste carro em movimento Não quero mais olhar para ver se ainda existe caminho Quero voltar ao fim Seguir uma reta longa que tenha um fim curto. Curto a contagem regressiva do momento Estou entre largar a vida ...