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Mostrando postagens de outubro, 2017

POETA MATEMÁTICO

por Cesar Costa Quero acordar exposto, sem palavras Desnudar a lama numa poesia solta Esvair meus conceitos e defeitos Reinventar minha matemática Dizer que 2 mais 2 é poesia Depois descobrir a soma dos meus risos Subtraindo da equação, o que triste me fazia Um poeta que calcula palavras e versos Um matemático que recita números complexos Eu um “ser nu” ou apenas um “ser ao vento”

SONETO DO FIO VERMELHO DO DESTINO NO AMOR (AKAI ITO)

por Cesar Costa Anos adolescentes, como orações Outrora sentimentos esquecidos Quantos dos anos, nesta são vividos Perdidos e guardados nos corações Entoam versos, antes só citações Renascem então, zelos já dormidos Costumeiros fascínios conhecidos Revividos, ressurgem as relações Tantos anos, vontade naufragar Quimera do destino, não saber No passado, resposta para amar Tomados são, corações pelo ser Consertando, caminho sem pesar Voam sonhos antigos, de viver

DECRETO DO FIM POR PALAVRAS MEIAS

por Cesar Costa Às vezes me perco nas palavras meias no meio,  deixando a dor amargar sua marca,  ficando todo cheio de receio Temores que cegam quem me cerca,  levando a cada frio calafrio,  despertado pelo sentimento que sinto muito Quem razão maior teria melhor,  quem entre outros cem estaria sem,  quem no peito domina a dor que mina Tomara que seja só ter sorte,  que possa um nó dar ao notar  e no final decretar o fim enfim

SONETO DO CORAÇÃO QUEBRADO

por Cesar Costa O coração quebrou, perdeu a bussola Segue sem direção, vaga perdido Rumo cego levou, sem dar a bola Atônita razão, rumo cedido Náufrago coração, refém da dor Sofre pelo destino seu, encontrado Foi temido, por teu dominador Eis chorando canção deste pecado Tomara busca tenha boa sorte O peito, a vislumbrar a dor ter fim Levando sina, rumo encontro morte Feliz tal qual um belo serafim Traz esperança, como seu consorte Firme convicção, qual forte marfim