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Mostrando postagens de julho, 2018

MALDIÇÃO E BÊNÇÃO III

por Cesar Costa Todos choravam ao meu redor Tristes, todos meus amigos: “- Não esperava que você viesse!” “- Eu e ele brincávamos de bola na infância!” “- Dizem que era um bom rapaz!” Não queria ver você chorando assim Nem mesmo admito seu choro Lembra das tardes em que brincamos - Não era bom brincar? Fui seu em momentos felizes Fui feliz ao lhe senti feliz. Não se pode chorar para sempre o tempo que passou Pois neste sonho de amar para sempre não se vive o que ficou! “- Ele gostava tanto de cebolas!” “- Coitado, tão novo!” “- Gostei dele quando era criança!” “- Eu o odiava!” “- Em verdade ele não era perfeito!” “- Será que ele era feliz?” Ninguém me ouve ao certo Minha voz nunca teve força Talvez tenha sido melhor assim Mas mesmo onde estou continuo a lhe amar! Não se pode chorar para sempre o tempo que passou Pois neste sonho de amar para sempre não se vive o que ficou! Agora tudo acaba Não se vive por medo de errar Não há mais importância Nada ...

MALDIÇÃO E BÊNÇÃO II

por Cesar Costa A noite ela vem Traz paz e solidão Nos olhos, sinto dor Na boca, silêncio. Dentro de seu vestido negro - transparente e enigmático Posso ver seus passos lentos. Sua voz muda, só se ouve uma vez Nela só existe um olhar Sua mão rubra Só se permite dar um toque. Terror eterno da esquerda biológica Ultima visão do homem Alivio dos justos Paz dos sofredores Medo dos gananciosos. Imparcial em suas decisões Sabe que todos estão ao seu alcance - namorada de todos os seres vivos Paciente com o tempo. Terna, nem sempre aberta Seu sorriso traduz medo - única certeza da vida Leva consigo um último sopro Na dor, traz alívio No amor, desgraça Na angustia, põe um fim. Solitária, jamais é vista acompanhada Não pode ser vencida nem decifrada - no máximo pode ser adiada Mas nunca enganada!

MALDIÇÃO E BÊNÇÃO

por Cesar Costa Ainda guardo uma esperança De que tudo isto irá mudar E voltaremos a ter O mundo para conversar Isto tudo é tão difícil Mas não custa nada tentar Quem sabe a solução Já está por chegar Devemos guardar os nossos corações Para a chegada da solução Então todos poderão ver Que nossa luta não foi em vão Seremos os primeiros A lembrarmos então Tudo aquilo que passamos Nos dias de solidão

O MALVADO ARMADO CONTRA A AMADA ALMA

por Cesar Costa Insinua-me se em si nua está a bela amada Entoada em tom da balada contra o malvado armado Qual batalha naval eis que em armada nau Em tom provocador o malvado atacou e de dor fez o mal. Mel que adoçava a boca do mau que mal fazia à amada No mal que sabia ser normal a toada entoada Deferindo em defesa da indefesa alma amada Tornou armada a amada alma Toldo bom que protege do sol todos os bons Faz sombra para a amada da alma armada Se com solidão só estão os soltos sem par Com o qual par partirá ao mar a amada Se deixar-me, deixarei ir ao mar o ser de mim semente Sentindo e sem querer mentindo ser o requerente Trovas inconseqüentes de inconsistentes tropas Sem melar o semear de dor do mau que fez mal a amada Ser frágil e vazio que não agiu só E ao tom da toada entoada pelo malvado armado Dedico o dito a salvar a armada amada