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Mostrando postagens de setembro, 2018

PERDOE SER QUEM EU SOU

por Cesar Costa Perdoe ser quem sou Não sei ser quem não sou Não sei ser o oceano Nem mesmo o mar No máximo uma poça d’água Mas mesmo sem tanta beleza Me contento em matar a sua sede Não sei ser o céu estrelado Nem mesmo a lua No máximo uma lanterna usada Mas mesmo sem tanta luminosidade Me contento em iluminar seu caminho na escuridão Não quero ser nem um nascer, nem um pôr-do-sol Mas quero ser o sorriso que traz um bom dia ou uma boa noite Não sei ser quem eu não sou Perdoe ser quem eu sou

O HOMEM INVISÍVEL

por Cesar Costa Um vazio entre a terra e o ar, um vão entre o céu e o mar, a diferença entre esquecer e amar. Onde está? Onde estará? Se nem sei o que estou procurando. Às vezes sou como o reflexo do vampiro no espelho, outras sou o reflexo primitivo do meu desejo, receio meu anseio e falseio. Nem sabes quem sou, aonde vou, como estou. Como poderias saber que existo? Sem sentido querer ser visto, se minha ambição de deixar de ser uma quimera é mera formalidade de um ser prolixo. Amar e não ser amado, ver e não ser visto, existir para quem não existo. Sou isto! Mas de ti, não tem jeito, não desisto!