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Mostrando postagens de agosto, 2014

O MISTÉRIO DO TREM DO AMOR

por Cesar Costa Eis que no último vagão dormia o Detetive Poeta , estava tirando férias da investigação da máfia das estrofes e frases que ocultam os sentimentos no interior da alma humana. Sentia o cansaço natural de investigar no poço mais profundo dos homens, o ser ou não ser com seus amores e desabores.   No primeiro vagão, Poesia Lírica e seu marido Poema Apaixonado levavam seu filho Soneto Petrarquiano num passeio pelo Reino dos Versos Decassílabos para ensinar a ele a métrica poética, pois estava com baixas notas em matemática.   Quando subitamente Soneto Petrarquiano por estar irregular simplesmente desapareceu, e em vão todos procuraram por todo o trem. Chamado foi o Detetive Poeta que após investigar o acréscimo de alguns versos elucidou o mistério.   Soneto Petrarquiano se sentia aprisionado por estar dividido entre quartetos e tercetos, estava em busca da mais perfeita poesia prosaica, acrescentou frases e desmembrou-se para virar declara...

ENTRE O AMOR DO POETA E DO LOUCO

por Cesar Costa Seu corpo deve ter algum mistério, algo como ser um mar cuja maré não muda apenas em sentido, como se não fosse composto setenta por cento por água, mas sim por um néctar mais degustativo que o melhor vinho.   A sede que você provoca em mim amplia minha fome de saciar todos meus anseios. Sou um poeta recitando versos sobre seus lindos seios ou sou um louco a traduzir frases dos meus desejos por todos os meios.   A verdade que sua beleza provêm de recantos sutis que se revelam, como uma canção recitada por um poeta dos versos de sua alma sensível, ou como a descrição sincera de um louco a declamar seu desejo irascível