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Mostrando postagens de setembro, 2017

SONETO DO SEGREDO MORTAL

por Cesar Costa A dor tem o aroma do sofrimento O qual invade narinas, mais forte Nos deixa embriagados, o tormento Sina que nos faz sofrer, por tal sorte Quem dera, qual criança, relevar Esquecer o sofrimento e tal dor Ser menos louco, sem menos amar Ser ávido e não ser mais sofredor Eis que este sentimento forte, impera Aos que fogem de sentir, por medo Sendo covardes de um amor, sem luta O destino que nos impõe, seu dedo Costumais criador de tal quimera Guardando no peito: o mortal segredo

AUDIENTE DE FILOTES*

por Cesar Costa Somos a soma de tudo, daquilo que falamos, do que fazemos e das expectativas que despertamos. Nossos problemas às vezes parecem tão importantes que nem percebemos os das pessoas em nossa volta. Devemos olhar os outros, cuidando para ofertar apenas aquilo que podemos oferecer de verdade e no final não decepcionar por mentiras nem por gerar maiores expectativas. Muitas vezes o simples gesto de ouvir é o bastante! Sejamos como um livro de palavras simples, bem fácil de entender, com linhas para receber comentários, observações e sugestões daqueles que se atrevem a ler. *Na mitologia grega, Filotes era um espírito que personificava a amizade, o carinho e a ternura.

SONETO DO AMOR FATAL

por Cesar Costa Sublime tanto amar e não morrer  Se sem querer o amor nos faz sofrer  Nos faz temer a razão do seu enfoque Pobres seres deste triste retoque Escravos os são todos os amantes Que pensam serem do amor dominantes Dominados foram antes desta hora Feridos, sem ciência da ferida  Tolos seres, com alma de poeta Descansem na trajetória mortal Sem noção do quanto o amor os afeta Seria tão normal, se não fatal  Mesmo sem noção do quanto ele grita Um amor do bem que nos faz tão mal

ANARQUIA NO AMOR

por Cesar Costa Caem por terra teus conceitos Sejam objetivos ou subjetivos, não aceito Independentes que ainda se dependem De gestos, processos e ações que se ressentem Nesta relação: nem formal, nem funcional Os caminhos nos trouxeram ao destino mal Feitas por ações frias que nos maltratam Feitas por ações delegadas que nos afastam Mas se antes um, agora formos mais  Traremos a público as dores surreais Corrompendo, um amor antes absoluto Adotando, novas partes sem nenhum bom fruto

GUERRAS QUE DURAM ERAS

por Cesar Costa Armas a postos,  sem rostos,  todos em guerras que duram eras.  A política de armar para matar  e deixar os dois lados morrer.  Tensão e corrupção sem razão,  real emoção,  comprar para não morrer,  vender para sobreviver Lente tensa,  tiros de todos os lados,  lados fortes,  lados ralos,  poder em porta-retratos Sem voz,  os fracos calam,  panelas calam,  o silêncio tem voz Justiça tendo lado e rosto,  seu gosto é desgosto Armas em guarda,  sem mágoas,  guerras pedem tréguas.  A política une os lados opostos e deixa ambos viver,