por Cesar Costa O sonho sólido, não nasce com a aurora, nem se apaga ao entardecer; é um universo interno, uma visão que resiste, não se dissolve em miragens ou rimas que ecoam vazias. É a construção de um labirinto, onde cada passo ecoa, uma busca incessante, que exige mais do que intenções; é o suor da alma, o calor de mãos entrelaçadas, um esforço partilhado, uma sinfonia de corações. Quando o sonho se materializa, não é um lamento solitário, mas um hino de vozes unidas, um abraço que se expande, fomenta emoções, enraíza-se em nosso ser, como raízes de árvores, firmes na terra do tempo. É no encontro, na dança de dois seres, que o sonho se torna realidade palpável, um laço duradouro, onde cada suspiro é um eco da construção, onde cada olhar é uma promessa feita, onde a vida se transforma em poesia viva, escrita nas páginas do nosso existir.
por Cesar Costa O vento sussurra segredos antigos, Com mãos invisíveis toca a pele, E leva embora o que julgávamos eterno, Mas, ao partir, planta sementes de mudança. Sopra as folhas secas do ontem, Transforma memórias em poeira dourada, E, no vazio deixado, nasce um novo amanhã, Um jardim secreto sob as tempestades. Há uma dança no ar, feita de perdas, Onde cada folha caída é uma promessa, De que o ciclo nunca cessa, E a dor carrega em si o dom do renascimento. O vento, que arranca as raízes mais fundas, Também traz o frescor de novas manhãs, E na sua fúria, encontramos forças ocultas, Para seguir, mesmo quando o chão nos falta. Nas curvas do rio, aprendemos a ceder, A adaptarmo-nos ao fluxo incessante, E cada desafio, como pedra no caminho, É um degrau que nos leva a ser mais fortes. O amor floresce, mesmo sob ventanias, Um farol que brilha em meio à escuridão, Resiliente, como a canção que...