sábado, 25 de novembro de 2017

SOLUÇÃO MÃE





por Cesar Costa

Falar do sentimento é fácil
Demonstrar o sentimento é bom
Definir o que sinto é difícil
Provar o que sinto é ruim

Mas ligue que contarei tudo
Ou venha ouvir face a face

Princesa no asfalto da minha vida
Rainha no deserto do meu coração
Tão certo quanto é certo errar
Leve minha alma e depois traga de volta

Maravilhosamente é linda, eu sei
Céu com nuvens que vão de prata a mármore
Tão sólidas quanto meus sonhos

Se o calafrio que passamos foi pouco
Ainda há um inverno por vir
Nesta mesma estrada que nos seduz
Um pensamento nos assusta
Uma vontade nos liberta

Nosso romance é um órfão
Em busca de uma solução mãe
Nosso destino é uma criança com medo
Buscando aprender para poder vencer desafios

Seremos tudo que um dia quisemos antes
Seremos tudo que um dia quisermos depois

E pensar que na nossa prisão
Todas as portas sempre estiveram abertas...


sábado, 18 de novembro de 2017

DEZ MÃOS (HOMENS NA LUTA)


por Cesar Costa

Traços marcados em rostos dispostos
Mãos e gestos, palavras e gostos
Tudo parecido, e como se parecem
Em tão meiga e dura luta

Cinco homens avançando na disputa
Todos unidos pelo combate
Lutando em prol do destino tão sonhado.

Nos olhos do primeiro
A experiência de ainda poder ser criança
Busca a paz de estar na fase do “space invaders”
Trazendo a força de quem está no início da luta.

O segundo, volta suas mãos aos céus
Tem em si o desejo de obter sabedoria e segurança
Sua revolta o torna inocente e puro
Luta para poder vencer.

O homem do espelho vem depois
Em sua luta por confiança
Com seu azar que até o amedronta
Mas acredita no triunfo ao superar.

 O seguinte, morando mais distante
Demora a aparecer na vista
Também faz parte da luta e acredita nela
Põe sua força na disputa

O último com seus passos curtos
Parece não acreditar em nada
Pode esconder, no fundo, suas garras afiadas
Enquanto cumpre seu dever, sem esconder seu cansaço

O sonho na boca, o coração na luta
Uma vontade, um desejo... Dez mãos!

sábado, 11 de novembro de 2017

SÓ UMA CHANCE



por Cesar Costa

Você não vê,
Nada em mim mudou
Sua falta, mal me faz
Cada vez que olho
Ainda está em mim

Pode ser que seja só minha dor
Me trazendo delírios
Mas preciso te dizer agora

Você é a mulher do meu coração
A que mexe comigo
Não me leve a mal
Só peço que me dê a chance
Sei tudo parece estranho
Por tudo que a falta faz
Só te peço que me dê a chance

O destino nos separou uns dias
E ficamos com a solidão
Trazendo à tona os problemas
E as noites com o frio

Só uma chance para me conhecer
Saber que não sou assim
Não quero imaginar ficar sem você

Você é a mulher do meu coração
A que mexe comigo
Não me leve a mal
Só peço que me dê a chance
Sei tudo parece estranho
Por tudo que a falta faz
Só te peço que me dê a chance

Vejo a falta que você me faz
Vejo que tudo doe demais
Uma doença abate o meu coração
Ficar sem você, me deixa no chão
Quero ter você sussurrando meu nome
Te preciso, te preciso
Dizer que está em meu coração
Eu preciso, eu preciso


Te quero demais!

sábado, 4 de novembro de 2017

TUDO É RELATIVO E DEPENDE DE NÓS


por César Costa

Tudo é relativo e depende de nós

As coisas mudam conforme a realidade muda
acertar se alterna com errar
estar bem, também pode mudar
há sabedoria em cativar grandes amizades, 
é relativo encontrar alguém que valha a pena.

Viver é relativo, 
envelhecer, também
tristeza, vem sem avisar, 
depende de como interpretamos a realidade.

Transformar momentos em inesquecíveis é relativo, 
depende da nossa capacidade de amar.

É relativo perceber:
o despertar da vida depende de nós 
aprendermos a liberar nosso coração 
e deixar que ele construa nosso destino. 

A felicidade é uma experiência ligada à sabedoria
nossa vida muda quando mudamos por dentro
e a melhor cura para o mal pensamento
é abrirmos nossos olhos 
para o que ainda há de bom mundo.

Afinal tudo é relativo e depende de nós!

sábado, 28 de outubro de 2017

POETA MATEMÁTICO


por Cesar Costa

Quero acordar exposto, sem palavras
Desnudar a lama numa poesia solta
Esvair meus conceitos e defeitos

Reinventar minha matemática
Dizer que 2 mais 2 é poesia
Depois descobrir a soma dos meus risos
Subtraindo da equação, o que triste me fazia

Um poeta que calcula palavras e versos
Um matemático que recita números complexos
Eu um “ser nu” ou apenas um “ser ao vento”

sábado, 21 de outubro de 2017

SONETO DO FIO VERMELHO DO DESTINO NO AMOR (AKAI ITO)


por Cesar Costa

Anos adolescentes, como orações
Outrora sentimentos esquecidos
Quantos dos anos, nesta são vividos
Perdidos e guardados nos corações

Entoam versos, antes só citações
Renascem então, zelos já dormidos
Costumeiros fascínios conhecidos
Revividos, ressurgem as relações

Tantos anos, vontade naufragar
Quimera do destino, não saber
No passado, resposta para amar

Tomados são, corações pelo ser
Consertando, caminho sem pesar
Voam sonhos antigos, de viver

sábado, 14 de outubro de 2017

DECRETO DO FIM POR PALAVRAS MEIAS


por Cesar Costa

Às vezes me perco nas palavras meias no meio, 
deixando a dor amargar sua marca, 
ficando todo cheio de receio

Temores que cegam quem me cerca, 
levando a cada frio calafrio, 
despertado pelo sentimento que sinto muito

Quem razão maior teria melhor, 
quem entre outros cem estaria sem, 
quem no peito domina a dor que mina

Tomara que seja só ter sorte, 
que possa um nó dar ao notar 
e no final decretar o fim enfim