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Mostrando postagens de março, 2018

REESCREVENDO MEU DESTINO

por Cesar Costa Tantas palavras nuas, expostas, que me levaram a revelar todos mais íntimos segredos. Tanta coisa dita, vinda de dentro do peito, ecoando pelas ruas, provocando sussurros e murmúrios. Tantos risos diante de minha face sem máscaras, sem o escudo do esconderijo dos sentimentos. Por dar demais, muito de mim perdi, muito de mim caiu e bateu com a face no chão frio e sujo da maledicência. Vi-me exposto à vergonha e ao riso, exposto a minha própria tragédia. A entrega ante ao nada, a traição ante a queda, o sarcasmo frente ao amor. Em meio à dolorosa queda, as investidas inseguras, o medo oriundo do peito, o receio de si em si mesmo. À vontade de amar, junto ao medo de dizer que amo! À vontade de viver, junto à insegurança de realizar os sonhos! Mas não hei de ficar assim, sentado, vendo a volta por cima de todos, caído no chão, enquanto os outros levantam. Não hei de ser um vencido numa guerra onde não existem os vencedores, o últim...

DIREITO A SER FELIZ

por César Costa Os sonhos nascem em minha alma, tomam meu corpo, minha mente e absorvem meus pensamentos. Os sonhos florescem e crescem em mim, como um dia após o outro para desenvolver suas sementes. Os sonhos são meus anseios e meus anseios são minhas metas. As quedas são minhas companheiras, são minhas conselheiras, são minhas guias. Mas das quedas guardo com carinho as minhas voltas por cima, meu retorno, meu recomeço. Naufragar não quer dizer defeito, quer dizer sou normal, sou igual e não sou melhor do que você. Mas o desejo de ser feliz, o desejo de acordar e ainda estar vivendo um sonho, o desejo de ter você aqui comigo é um destaque que merece um beijo. Meu desejo, minha vontade, meu começo meio e fim. Não sei se estou em você, mas tenho certeza de que você está em mim. Mas nada depende de mim, de mim tenho apenas à vontade de vencer, de ter você, de crescer. A vontade que habita minha alma e me traz ao nascente de um novo dia, mesmo...

LIBERTAÇÃO

Por Cesar Costa Bate na porta da alma, uma voz aquela que o acorda e o transforma em si mesmo e, por mais que reflita, está menos para mártir quanto para algoz. Na solução química da liberdade a esmo alguém se encontra, então se liberta; enfim vai de encontro, tragando-o, seu sesmo. Só que este alguém, tem na sorte, companheira incerta no fluxo do seu destino, fluindo destrói-se o vasto e vão; não, não quebra, conserta. Como errante, inconsciente vai indo seguindo verdadeiro e profundo amor mas, suas palavras são perdidas por estar mentindo. “Ser ou não ser?” Volta a indagar seu interlocutor sua voz interior retorna e lhe questiona vê-se caído ao chão; foi escravo, não foi senhor. Sua boca, reticente, canta qual linda prima-dona reconhecendo ser dos males, o menor se bem não faz, seu entejo, emociona em tom dramático, êmulo questionador, enriquece a alma, alimenta, traz ardor.

DESILUSÃO

por Cesar Costa Não tenho nada a dizer Só perdi a ilusão. Disseram-me coisas puras Cresci em meio a meias verdades Não obedeci a critérios de vida Não senti o que era preciso. Pensei no amor como um sorriso Uma caixa cheia de vida Um mundo descoberto num sonho Uma lágrima com o valor de uma vida. Acordei, ilusão se perdera Pensei também ter perdido o sorriso - Mas ainda sei sorrir de mentira. Vi verdades onde havia nada escrito Vi mentiras onde não havia muitas palavras. Minha idade é meu tempo de vida Minha dor, solidão, mesma cara Acreditei estar certo Saber tirar a máscara. Fiz planos em momentos sozinho Fiz crença com vidas humanas. Tudo enfim passara: Passaram anos Passaram planos Passaram momentos. Descobri, você não passou... - Como pude esquecer que lhe amava? Nos olhos, só havia loucura Vidas se dissiparam Mas o amor, este sim, existe e perdura.

NOVO SONHO

Por Cesar Costa Repreende tua mão se esta te insulta Daí boa medida e o mesmo ser-vos-á dado Purifica teus olhos, tua vida e tua mente. Segue a rogativa, frase por frase Repete em pensamento, cada expressão Imprime ritmo e harmonia ao verbo Dá vida ao som e à idéia, na mais perfeita vibração. O despertar do corpo físico Sinais do sonho, sem recordar minudências dos fatos Somente vestígios da uma vaga lembrança: "Uma cobra ameaçadora Transformasse na mente em uma serpente de vidro Quebrando-se com o impulso da mão Metamorfoseando-se em uma perfumosa flor." E os frutos do desejo da tua alma Deixarão em ti sementes plantadas Tocando em seu coração como os acordes da mais afinada harpa. A cobra, já morta, não mais trará medo A serpente de vidro, em cacos jaz ao chão E a flor germina o pólen da vida e da esperança. Uma noite límpida e fria espera Um milhão de estrelas enchem o céu A repreendida mão não mais te insulta Enquanto a harmonia do verb...