Cesar Costa Quando eu digo que o céu é cinza, Você diz que ele é azul. Quando eu clamo pela quietude, Você busca o turbilhão. Quando eu vejo fim, Você encontra começo. Quando eu abraço a noite, Você exalta o dia. Quando eu clamo por pausa, Você anseia movimento. Em nossas noites de silêncio, Caminhamos em vidro quebrado, Palavras como mar de espinhos, Espalhando dor e mágoa, Desenhando cicatrizes no ar. Nossos dias, noites sem estrelas, Nossas vozes, ecos distantes, O que éramos se perde na sombra, Nossos passos hesitantes, Desmoronando em direção ao vazio. Esperamos por um amanhã, Onde o sol ou a chuva decidirão, Se nossos corações ainda dançam, Ou se o vento levará embora, O que resta de nós. Mas talvez, entre as tempestades, Nosso amor encontre abrigo, E o arco-íris finalmente brilhe.
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