Pular para o conteúdo principal

SILÊNCIO


Por Cesar Costa

Meu silêncio nasce em minha alma muda,
em meu peito traído pelas dores,
em meu coração ferido pelos amores.
Vem da voz profunda da dor,
do meu grito mudo engasgado na boca,
vem da sombra dos meus desafetos
e da escuridão dos meus medos.
Meu deserto interior é parente do meu silêncio.

Meu silêncio é sinônimo dos meus erros,
é antônimo das coisas boas da vida.
Vem das vezes em que ao invés de consertar minha vidraça,
preocupei-me em atirar pedras no telhado do vizinho.
Vem de fora, mas habita em mim,
numa gestação dolorida pela consciência da culpa.

Meu silêncio trouxe sua filha solidão,
forte guerreira e sua eterna cúmplice.
Afastou-me dos amados,
dos queridos, dos entes amigos.
Afastou-me da rotina,
tirou-me da minha sina
e me tornou um eremita no meio da multidão.

Meu silêncio terá fim,
saído de um grito profundo,
oriundo de minha alma para o mundo.
Será o grito de liberdade,
filho da força de vontade,
gerado pela minha maturidade
em reconhecer que o princípio para ser feliz
é admitir seu destino.
É preciso ser maduro
mesmo se na alma continuar sendo um menino!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SÓ UMA CHANCE

por Cesar Costa Você não vê, Nada em mim mudou Sua falta, mal me faz Cada vez que olho Ainda está em mim Pode ser que seja só minha dor Me trazendo delírios Mas preciso te dizer agora Você é a mulher do meu coração A que mexe comigo Não me leve a mal Só peço que me dê a chance Sei tudo parece estranho Por tudo que a falta faz Só te peço que me dê a chance O destino nos separou uns dias E ficamos com a solidão Trazendo à tona os problemas E as noites com o frio Só uma chance para me conhecer Saber que não sou assim Não quero imaginar ficar sem você Você é a mulher do meu coração A que mexe comigo Não me leve a mal Só peço que me dê a chance Sei tudo parece estranho Por tudo que a falta faz Só te peço que me dê a chance Vejo a falta que você me faz Vejo que tudo doe demais Uma doença abate o meu coração Ficar sem você, me deixa no chão Quero ter você sussurrando meu nome Te preciso, te preci...

O SONHO SÓLIDO

por Cesar Costa O sonho sólido, não nasce com a aurora, nem se apaga ao entardecer; é um universo interno, uma visão que resiste, não se dissolve em miragens ou rimas que ecoam vazias.   É a construção de um labirinto, onde cada passo ecoa, uma busca incessante, que exige mais do que intenções; é o suor da alma, o calor de mãos entrelaçadas, um esforço partilhado, uma sinfonia de corações.   Quando o sonho se materializa, não é um lamento solitário, mas um hino de vozes unidas, um abraço que se expande, fomenta emoções, enraíza-se em nosso ser, como raízes de árvores, firmes na terra do tempo.   É no encontro, na dança de dois seres, que o sonho se torna realidade palpável, um laço duradouro, onde cada suspiro é um eco da construção, onde cada olhar é uma promessa feita, onde a vida se transforma em poesia viva, escrita nas páginas do nosso existir.    

O CONTO DA PRINCESA SÁBIA

  O Conto da Princesa Sábia                                                                       por Cesar Costa H á muito tempo, em um reino distante, existia uma jovem princesa chamada Adelina. Ela era excepcionalmente inteligente e sábia, mas lamentavelmente, no reino dominado por tradições antiquadas, sua sabedoria era ignorada por muitos simplesmente por ser mulher. O Desafio da Princesa Adelina tinha um irmão mais velho, o príncipe Edmund, que ansiava pelo trono. Ele via a inteligência e a sabedoria de Adelina como uma ameaça à sua ambição. Determinado a minar sua irmã, ele sabotava suas tentativas de se envolver nas questões do reino e constantemente tentava desacreditá-la perante o rei e a corte. Um dia, o reino enfrentou uma crise terrível, e o rei, desesperado por ...